Microconto escrito no celular numa madrugada raivosa,e uns versos-bônus
"Temos cães que ficam de vista aberta,na esperança de conseguirem um lugar ao sol,e evitar
que a folha do abismo goteje no lombo outra agulha de dor."
Cães de vista aberta
Cílios em busca de pupilas
Meninas fiéis
LAPSO
Relâmpagos
Água de cal
Flash qualquer
Curto-circuito
de sonho
***
Sofro as consequências do efeito estufa,mas meu cérebro não reflete
os raios do sol,que o crânio não tem frestas...
***
Eu não piso em areia movediça
Pois se o eixo enferruja a roda enguiça
O bocejo é o sorriso da preguiça
Meu escudo e espada é para a liça
Gana não se confunde com cobiça
Nem tudo que provoca me atiça
(Lázaro Antonio)
quinta-feira, 23 de julho de 2009
terça-feira, 30 de junho de 2009
domingo, 28 de junho de 2009
CLICK
É sestro antigo.Sempre que eu falo pra alguém de algo que vou fazer,ou participar...nada feito.Não é porque eu seja sem palavra,não,é que simplesmente aparece diante de meus olhos aquele acontecimento,luzes câmeras e atenções voltadas para mim [ou não,que falo empolgado do futuro como se fosse ao vivo.Mas aí,com meus botões,depois vejo circunstâncias minhas ou de fora que mandam pra gaveta (ou pro baú) aquele casulo de realidade.
Aí sinto aquelas 'vozinhas' murmurando:"-Pô velho,tu não dá uma dentro,hein?","cheguei tão perto...","todos foram,essa hora tão curtindo e eu que devia 'tá lá tô aqui pensando em besteira...","...e se tivesse dado certo?","...e se" isso e aquilo outro,"...e se"fulano,etc,pra tentar escapar da frustração.
Chego ao cúmulo de estranhar quando tudo vai pelos conformes.Nessas ocasiões falo pouco ou nada;aí a Natureza me respeita.Sei muito bem contar histórias,notícias e os dedos das mãos,mas vejo que sou péssimo em previsões.Por isso,de agora em diante vou admitir a possibilidade de que a galinha possa ser atropelada quando atravessar a rua,antes de fritar minha omelete.
(Lázaro Antonio)
Aí sinto aquelas 'vozinhas' murmurando:"-Pô velho,tu não dá uma dentro,hein?","cheguei tão perto...","todos foram,essa hora tão curtindo e eu que devia 'tá lá tô aqui pensando em besteira...","...e se tivesse dado certo?","...e se" isso e aquilo outro,"...e se"fulano,etc,pra tentar escapar da frustração.
Chego ao cúmulo de estranhar quando tudo vai pelos conformes.Nessas ocasiões falo pouco ou nada;aí a Natureza me respeita.Sei muito bem contar histórias,notícias e os dedos das mãos,mas vejo que sou péssimo em previsões.Por isso,de agora em diante vou admitir a possibilidade de que a galinha possa ser atropelada quando atravessar a rua,antes de fritar minha omelete.
(Lázaro Antonio)
sábado, 20 de junho de 2009
AMORTÉDIO
Para o tédio
Não há remédio
Não adianta
Pular do prédio.
Para o amor
Há um caminho
Rua de rosas
Carros de espinhos.
(Lázaro Antonio)
Não há remédio
Não adianta
Pular do prédio.
Para o amor
Há um caminho
Rua de rosas
Carros de espinhos.
(Lázaro Antonio)
segunda-feira, 15 de junho de 2009
SOFISTICAÇÃO
Ó tempos modernos!Ó,contemporaneidade!Por que me trazes consigo?Se as priscas e jubilosas eras de antanho fossem perceptíveis aos vossos olhos cerrados pela neblina,retificar-se-ia vosso curso na marcha dos acontecimentos.Mas a linha de que sois feita,cuja visão pregressa de onde viestes e cujo horizonte por colimar vos são desprezíveis,tornou-nos e mantém a nós todos títeres absolutos da conjuntura que dispusestes,a permear tudo em derredor,como um círculo.
De tal sorte que,mediante uma dádiva a mim outorgada,ao me constatar manipulado por forças arbitrárias e desconhecidas,rompi as veias mentais relacionadas ao passado com as grilhetas mais hodiernas possíveis,no afã de adentrar no contexto .
Com texto não se faz discursos,mas sim com palavras.
(Pompeu Pontes)
De tal sorte que,mediante uma dádiva a mim outorgada,ao me constatar manipulado por forças arbitrárias e desconhecidas,rompi as veias mentais relacionadas ao passado com as grilhetas mais hodiernas possíveis,no afã de adentrar no contexto .
Com texto não se faz discursos,mas sim com palavras.
(Pompeu Pontes)
quinta-feira, 11 de junho de 2009
REBUSCOISAS
Lúcido e lúdico,tépido ou fétido,sem nenhum débito para quitar
Plácido ou ácido,indômito inédito,de súbito súdito ele já não é
Tácito cético,incógnito histérico,artífice homérico,hoje,de si
Certeza dúbia,língua de plágio,que frágil trapézio se teima em subir
Político ilícito,pária da pátria,em palácio esplêndido a se exibir
Máfia da cópia,idéia que vende,geléia que rende,pasta de juá
Épica época opaca e pouca correria rouca para acompanhar
A gleba globalizada com seus blogs não se acoplam em meu globo ocular...
(Lázaro Antonio)
Plácido ou ácido,indômito inédito,de súbito súdito ele já não é
Tácito cético,incógnito histérico,artífice homérico,hoje,de si
Certeza dúbia,língua de plágio,que frágil trapézio se teima em subir
Político ilícito,pária da pátria,em palácio esplêndido a se exibir
Máfia da cópia,idéia que vende,geléia que rende,pasta de juá
Épica época opaca e pouca correria rouca para acompanhar
A gleba globalizada com seus blogs não se acoplam em meu globo ocular...
(Lázaro Antonio)
Assinar:
Postagens (Atom)